S.E.R. Caxias do Sul
O Torcedor
Blog do torcedor
  • Eu, que nem adolescente sou, vou tentar encontrar palavras de gente grande para poder expressar todo meu amor, carinho e admiração pela S.E.R. Caxias.

    Tudo começou pela paixão de meu avô, que já torcia para o Caxias. E, por geração, meu pai também foi criado no meio dessa paixão. Com imenso orgulho, posso dizer que também fui criada no meio dessa paixão. Meu pai me levou pela primeira vez ao Centenário quando eu tinha 5 anos de idade. Até hoje, aos 13 anos, continuo indo ao Centenário. São incríveis e incontáveis todas as experiências que vivenciei e as emoções que passei assistindo ao meu time do coração.

    As pessoas incríveis que conheci, todas as felicidades, tristezas, nervosismos, ansiedades, todos os jogos sofridos e dramáticos (e nesse exato momento me veio à cabeça a frase "Se não é sofrido não é S.E.R. Caxias"), todas as noites com voz rouca, dores de garganta, os jogos com calor intenso ou com frio de congelar, embaixo de chuva ou com um Sol de rachar e hoje só tenho a agradecer ao Caxias por me proporcionar tudo isso e posso afirmar que tudo isso valeu à pena!!! Tudo que faço por ti vale à pena. As loucuras que fazemos por ti são inevitáveis!

    É impossível ir a um jogo e não se arrepiar ao cantar ao som da Forza Granata. É impossível não se arrepiar ao cantar teu hino. É impossível conter a emoção ao poder entrar em campo de mãos dadas a um jogador. É impossível não se encher de felicidade ao ver um gol teu. É impossível de conter a alegria e orgulho ao acompanhar uma vitória tua. É impossível não bater a tristeza ao vermos tu perder. É impossível não sentir saudades quando ficamos longe de nossa segunda casa. E é impossível de conter a ansiedade para te ver entrar em campo.

    E vamos com tudo para podermos alcançar o nosso objetivo maior: a tão sonhada Série B.

    Bah, só de lembrar a dramática derrota para o Luverdense, cujo time nunca tínhamos ouvido falar até então, já dá uma tristeza. Mas tudo é passageiro e chegará a nossa hora de festejar, sei que nossos guerreiros farão de tudo para que nossa hora de festejar seja este ano! VAMOS COM TUDO!!! SÉRIE B 2015!!!

    És aquele time que torço de corpo e alma e defendo de unhas e dentes!!!

    79 anos marcando história nos corações de muitos torcedores!!!

    ÉS o TIME DA MINHA HISTÓRIA!!!

    Texto: Letícia Uliana Brandalise

  • A bela Copa do Mundo realizada no Brasil terminou no último domingo. Grande parte do país foi contagiado pela alegria, pela vibração, pelos cantos de brasileiros e estrangeiros que aqui vieram. O mundo voltou os olhos para a Terra Tupiniquim. No Maracanã, a Alemanha conquistou de forma brilhante seu quarto título mundial, no jogo que sem dúvida, teve a maior audiência da história das copas.

    Pois ali, no mesmo Rio de Janeiro, pouco mais de 15 quilômetros de onde terminou o Mundial, vai começar a maior de todas as copas para nós grenás. O Caxias retoma sua trajetória em busca do acesso, que insiste em não sair, sábado no Aniceto Moscoso em Madureira. Temos um histórico nada bom em terras cariocas, que terá de ser quebrado este ano. O grená, bem posicionado na tabela de classificação, só não está na ponta por detalhes, detalhes estes que ele mesmo patrocinou. Como no futebol, um dos caminhos para o sucesso, é o aprendizado adquirido pelas dificuldades e resultados negativos, temos esperança de sobra.

    Nossa torcida disputa esta Série C desde os anos 90, seguramente é o clube que mais participou deste campeonato. Queremos e haveremos de sair este ano!  Pra Série B é claro! Nenhum outro torcedor conhece tanto os caminhos que passam por esta disputa, que no passado já teve mais de 60 clubes e que perdemos mando de campo por moeda jogada no gramado, segundo a arbitragem.

    Há coisas praticamente certas em se tratando de terceira divisão, pelo menos para nós grenás, coisas que vão desde chuva torrencial em jogos no Centenário, arbitragens catarinenses fracas, um time lanterna encardindo uma disputa pra cima de nós, Alício Pena Júnior apitando jogo decisivo nosso e por aí vai... Estamos calejados!

    Se tivemos amargas derrotas, é verdade, também tivemos grandes exemplos de bravura, garra e esperança, o torcedor grená, há tempo já saiu da Série C. Sua  grandeza é tamanha, que não pode ser medida somente em número de borderôs, mas até mesmo em pequenos grandes atos. A imensa Família Grená, deu inúmeras provas, que a colocaria num status de um clube de primeira linha do futebol brasileiro, porém, numa demonstração de fidelidade ela insiste em estar ao lado do clube, e se for preciso, fazendo a força necessária para o acesso.

    Sabemos que num campeonato destes, somente uma grande folha salarial, não é quesito para o sucesso. Existem ingredientes fundamentais: entrega, união, comprometimento por parte do grupo de jogadores, comissão técnica e dirigentes, são fundamentais para o acesso. O valente torcedor grená estará lá como sempre, não medirá esforços, apoiando e cobrando quando necessário. Este torcedor é capaz de tudo, até mesmo de superar barreiras quase intransponíveis pelo Caxias. Raros são os clubes do interior brasileiro, capazes de mobilizar mais de 30 mil almas na tentativa de reverter uma desvantagem dentro de campo, ou então, de atravessar um país, mesmo com placar adverso conquistado na sua casa, como em 2013, naquele triste jogo em Lucas do Rio Verde no Mato Grosso.

    Bueno, a peleia vai ser retomada, acreditamos sempre que o objetivo haverá de ser alcançado, com muita luta, angústia e sofrimento, pois assim é a nossa S.E.R. Caxias, só ela e mais ninguém, é capaz de nos proporcionar emoções fortes, intensas, um misto de vida e sobrenatural! A verdadeira copa vai começar e ela não pertence aos fracos, não é para fracos! Avante Grenás! Com fé, força e alegria! A Série B é logo ali!

     

    Texto: Rafael Pereira

  • Tanto pelas pessoas quais eu gosto como o clube qual eu amo é uma das tarefas que mais me deixa feliz , porém é de difícil conclusão, pois carrego comigo diversas histórias e sentimentos diversos a cada jogo!

     A S.E.R. Caxias, o estádio Centenário , se tornaram como um membro da família, uma atividade pela qual não pode faltar jamais na vida. Quando comecei a frequentar estádio sozinho, após meu pai me colocar nesse caminho, comecei a me sentir ainda mais seguro e apaixonado por esse clube!

    Logo, na empolgação de um adolescente, não me conformava em ficar apenas lá sentado, quieto, e então entrei para a Falange Grená , onde construí inúmeras amizades, aprendi a amar ainda mais a S.E.R. Caxias, o time da minha história.

    Depois de muitos anos fui criando responsabilidades dentro da torcida, fui me envolvendo afundo naquilo que gostava, dando ideias, procurando a evolução da mesma. Hoje em dia me distanciei um pouco, deixei de lado aquela responsabilidade que tinha antes, mas continuo admirador dessa torcida que levou o seu nome e da torcida em geral do Caxias pra todos os cantos onde foi jogar!

    E dentro da questão de amizades, foi ali que encontrei pessoas importantes, que aprendi a admirar e respeitar independente de qualquer coisa. Uma delas partiu e deixou saudade e minha homenagem se fez obrigatória.

    Sou apaixonado por arquibancada, por esse clube que me deixou inúmeras noites sem dormir, fazer loucuras pra tirar o sossego dos adversários. São histórias lindas, aventuras gostosas e que jamais irei me arrepender. E tudo isso só o Caxias poderia me proporcionar. Lembro o detalhe de cada jogo até hoje, cada passo que dei, cada segundo de todos os jogos que fui, da sensação de passar frio, pegar chuva, morrer de calor, andar em ônibus apertados, viajar horas e horas pra ver um jogo. Isso é a essência do futebol, daquele torcedor fiel que me tornei e que me fez tão bem. Que nem meu pai imaginava que iria me fazer quando começou a me levar quando criança.

    Continuarei sempre frequentando o Centenário, lado a lado com o Caxias em busca do sucesso, do acesso , de honrar a história desse clube. Nos torcedores somos o maior patrimônio e temos que nos comportar como tal. Não podemos abandonar, temos que permanecer ali, com a esperança de que dias melhores irão chegar, que poderão passar gestores, jogadores, comissão técnica e ninguém deles ira matar o nosso amor por esse clube.

    E que essa seja a essência de novos torcedores , que amem , profundamente , que façam por onde honra as cores, o manto. Quero ver meus filhos e netos sigam o mesmo caminho que trilhei, façam as mesmas loucuras que fiz, mas espero que dentro de campo o time de mais alegrias a ele do que me deu.  

    Fico na torcida sempre meu grená querido. Obrigado por tudo S.E.R. Caxias. Por tantas alegrias, choros, irritações. Por tudo que quem viveu jamais ira esquecer.

    Falange Grená - Aqui se aprende a amar o Caxias!  E que muitas gerações venham pra abrilhantar ainda mais essa torcida apaixonada e extremamente fiel .

    Texto: Fabricio Martins

  • Qui
    03/07
    Palácios Eterno

    “Palácios Eterno”. Frase forte. E muitos podem se perguntar porque o Palácios se tornou eterno. Muitos, mas não nós. Cada grená presente naquele clássico do dia 29 de agosto de 2010 sabe muito bem porque Palácios é eterno, um eterno grená.

    Era meio frio, como sempre. Não tinha sol, como sempre. Ainda lembro do cheiro, da brisa, do nervoso e de quem estava ao meu redor naquele dia. Porque aquele era o jogo da vida para todo mundo. E eu estava no lugar errado, estava ao contrario. Minha família se separou para este jogo (durante a vida toda isso não foi visto muitas vezes) e eu não sei bem o motivo. Adultos nas sociais, gurizada com a Falange. E um helicóptero. Um helicóptero? Pois é. A nossa festa começou antes do apito inicial.

    E com sinal do Radicci o Centenário se coloriu com as nossas cores, formando uma das cenas mais emocionantes que eu já vi. Isso ainda me arrepia e vai ficar para sempre na minha memória. E a partir dali o nervosismo começou a passar. Estava na cara que aquele dia era nosso. Não tinha como ser diferente.

    Até tinha.

    Inacreditavelmente tomamos um gol e depois outro. 2 x 0 e um pesadelo que se instalava. Frustração! Humilhação! Perdemos e não há nada que possamos fazer. Estávamos derrotados e tristes. Será?

    Tristes sim, frustrados e humilhados também. Derrotados? Antes do apito final? Duvido. Não seria possível encontrar naquelas arquibancadas um só grená que não estivesse acreditando de coração que nós poderíamos reverter aquele resultado.

    Trinta e três minutos do segundo tempo. Gol. Nosso (mas isso eu não preciso dizer, quem está lendo este texto já sabe). Aí o nervosismo voltou pior. Coração na boca, pernas tremendo, lágrimas nos olhos. E agora já passava dos 45. Mas se o time não se entregou a torcida também não.

    Aí é que ele entra. O Palácios. O eterno. Aos 51 minutos do segundo tempo. Gol! (parada no texto para fechar os olhos e lembrar do gol, pois ninguém aqui precisa do replay. Esse gol está na mente, no coração.)

    Empatamos um jogo perdido. E não era um jogo qualquer (todos aqui sabemos disso também).

    Lágrimas de alegria e de desabafo. Gritos, buzinas, caix....opa! Adereços em forma reprovada pelo rival (entenderam também né? Sei que sim). Uma felicidade completa. Um resultado que mudou o rumo de tudo.

    E saiu do pé dele. O eterno. Para uma torcida fanática e apaixonada como a nossa, esse momento não tem preço. Não tem explicação. É um momento eterno. Assim como o jogador que nos proporcionou essa alegria.

    E Palácios não é eterno somente em 2010. Ele ainda se faz presente no clube com apoio via redes sociais, com mensagens de incentivo, coragem e perseverança, que todos sabemos que ele tem! Acho que não estou enganada em dizer que nós também somos eternos para ele.

    E é assim que se formam ídolos. Personagens que ficarão para sempre na história do nosso clube e nos nossos corações. Jogadores que se identificam tanto com o clube quanto com a torcida e que mesmo tomando outro rumo jamais deixam de torcer e nos apoiar.

    E porque isso é tão importante? Porque são momentos como esse e pessoas como o “Palácios Eterno” que nos fazem acreditar que dá, mesmo quando parece que não. Momentos assim que nos fazem S.E.R. Caxias e não desistir nunca!

    Valeu Palácios! Valeu grená! Valeu time de 2000, que se tornou eterno também!

    E seguimos acreditando. Afinal, já vimos a coisa mudar muito depois dos 50 do segundo e, pelas minhas contas, ainda há tempo para o time de 2014 se tornar eterno também!

    Texto: Gabriela Onzi

  • Qui
    26/06
    Nostalgia Grená

    Normalmente sabemos o início de nossas atividades. O início de um relacionamento, o início de um trabalho, de um novo estudo, de uma viagem, mas é muito difícil lembrar quando começamos a gostar do nosso clube do coração, ainda mais quando ele se confunde com a sua infância. Você não é capaz de lembrar da primeira vez que caminhou, assim como da primeira vez que gritou "gol" do seu time.

    Eu não sou diferente. Desde muito criança meu pai já me mostrava quem era o Caxias, o seu escudo, as suas cores e claro, a nossa casa, o Estádio Centenário. Independente do jogo, campeonato, ou até se era profissional ou categoria de base, eu acompanhava meu pai, Norberto Fattori, e era sempre uma emoção sentar nas arquibancadas do Centenário. Assistir as defesas e as cobranças de pênaltis do Gilmar, torcer para o Dida (goleiro reserva) jogar, gritar com o Ademir Salsicha e depois com o Cláudio, ficar triste com o acidente do Régis, pedir autógrafo ao zagueiro Emerson, pedir foto para o Jairo Santos, assistir a dupla Grizzo e André Carpes jogar, tudo era emocionante.

    Acompanhava meu pai nas jantas de aniversário do clube, desde que era no Restaurante Gianella. Dois foram muito marcantes, não me lembro o ano, mas em um consegui o autógrafo do Washington e do falecido Bebeto, o Canhão da Serra. Claro que eu não o vi jogar, mas de quem eu ouvi muito meu pai falar sobre aquele grande time grená no final da década de 70. O outro aniversário inesquecível foi o de 67 anos em 2002, já era realizado no Salão dos Capuchinhos. Um dia após o julgamento no STJD que colocava a S.E.R. Caxias na Série A, sem dúvida foi o aniversário mais alegre que eu já participei, todos comemoravam o acesso, chegou a ter votação entre os presentes com qual uniforme o Caixas estrearia na 1ª divisão.

    Mas entre os aniversários e os jogos no Centenário, algo que eu mais gosto de fazer pelo meu clube é viajar e assistir o time do meu coração jogar em outros estádios. No meio da década de 90, quando comecei a viajar com a excursão do Brando, eu acompanhava meu pai, hoje mudou, ele que me acompanha.

    Não tenho como esquecer os dois jogos que viajei mais de seis horas de ônibus para Florianópolis, contra o Avaí e Figueirense no Quadrangular Final da Série B de 2001, na época com 12 anos tudo aquilo foi muito chocante para mim, e por isso que o aniversário do ano seguinte foi tão marcante em minha vida.  Desde 2001 que viajo pelo menos uma vez por ano para acompanhar o grená fora da cidade. Em 2002 enfrentei mais de 14 horas para ver o Caxias enfrentar o então Jundiaí-SP (Paulista), novamente pela Série B e pegar uma chuva torrencial e ter que voltar para Caxias com a mesma roupa. No ano seguinte tive a oportunidade de viajar mais de 15 horas para Araras-SP e Mogi Mirim-SP e acompanhar duas grandes vitórias pela Série B. Inclusive sendo a partida contra o Mogi Mirim uma das mais emocionantes que eu estive presente, já que era a última rodada daquele Campeonato e o Caxias corria o risco do rebaixamento, mas graças ao gol salvador do Gavião, nós pudemos comemorar e poder viajar de volta a Caxias tranquilos.

    Citei de exemplos essas excursões, pois foram as primeiras para fora do estado, onde pude sentir como é representar o meu clube fora do Rio Grande do Sul. Ainda mais que eu era muito novo e ainda estava entendendo esse esquema de torcer, e após isso não teve mais volta, me tornei um torcedor fanático. Sempre quando posso, ainda viajo para ver meu grená jogar fora da cidade e do estado.

    Hoje em dia continuo indo ao estádio, nas excursões e nos aniversários com meu pai, mas como ele gosta de dizer, hoje é ele quem me acompanha. E nos últimos três anos, tive a oportunidade de conhecer minha namorada, Natali Pezzi, nas arquibancadas do Estádio Centenário, e dividimos esse amor ao Caxias, me acompanhando nos jogos, nas excursões e aniversários do clube também.

    Texto: Alan Fattori

  • O título de campeão Gaúcho de 2000 conquistado pelo Caxias teve o início ainda em 1999, naquele campeonato onde fomos eliminados pelo rival da cidade num sistema de mata-mata. E também na Série C daquele mesmo ano, onde fomos eliminados pelo Serra do Espírito Santo na semifinal depois de termos vencido um jogo em casa, perdemos outro e o terceiro deu empate e, como a equipe capixaba tinha melhor campanha, acabou se classificando.

    Teve início na viagem de volta deste mesmo jogo, em que o presidente Nelson D'Arrigo falou a todos dentro do ônibus "quem quiser ficar para o ano que vem, subam até minha sala para assinar o contrato. Inclusive tu Tite."

    A conquista do Gauchão teve início na fase preliminar da competição, onde 13 equipes do interior jogaram para classificar os cinco melhores e depois se juntarem a dupla Gre-Nal e o Juventude para ser realizado um octogonal, todos contra todos, em sistema de ida e volta. Teve início já no octogonal onde vencemos o Santa Cruz 4x3 num jogo épico no Centenário, o Juventude por 1 a 0 no Jaconi, o Inter por 2 a 0 em casa e o Grêmio por 2 a 1 no Olímpico, sagrando-se campeão do primeiro turno e assim garantindo vaga na final.

    O título teve início quando no último jogo do segundo turno, novamente contra o Grêmio (derrota por 1 a 0) em casa, o técnico Tite poupou vários titulares para a grande final contra o mesmo Grêmio. E a conquista teve seu fim nas duas memoráveis partidas contra o próprio Grêmio.

    A primeira delas foi o 3 a 0 no Centenário, numa quarta-feira à noite. Estádio cheio e um placar histórico e fantástico. O Ronaldinho Gaúcho à tarde acabará de ser convocado para a Seleção Brasileira, e nós simplesmente passamos por cima deles.

    Houve também o cancelamento estratégico do segundo jogo da final no domingo pela chuva. Até hoje não engolimos a desculpa de alagamento do gramado do Olímpico.

    E por fim teve a partida final na quarta-feira, com muito frio, com 5 mil grenás nas arquibancadas do Olímpico, com um jogo sempre controlado e defesa de pênalti pelo Gilmar sendo batido pelo Ronaldinho nos acréscimos.

    Teve festa, entrega de troféu, volta olímpica, o retorno à Caxias do Sul com o aeroporto cheio às 2h da madrugada com geada. Teve um cinturão humano nunca visto em Caxias do Sul, teve festa no Centenário. E teve sim, um time fechado com o seu presidente, com seu treinador, com sua fanática e fiel torcida e principalmente, teve qualidade dos seus jogadores, hombridade do grupo de trabalho, amizade, orgulho de vestir a camisa grená.

    Jamais um título conquistado pelo Caxias será tão emocionante, tão sofrido, tão festejado e que dará tanto orgulho a nação grená. Eu fiz parte e vocês fizeram parte também. Nós fizemos parte do maior de todos.

    Orgulho de S.E.R. Caxias!

    Paulo Turra, capitão do Caxias em 2000

  • É difícil falar sobre um sentimento como esse que tenho por esse clube, desde pequeno indo ao Centenário aprendi a amar e me orgulhar cada dia mais pelo Caxias.

    Minha história pela S.E.R. Caxias começa quando meu avô jogava ainda no antigo GE Flamengo, depois passando pela minha família que se reunia nas sociais vestidos de grená, branco e azul, e anos depois pelo maior sonho da minha vida que era jogar nesse clube, o que realizei ano passado estando nos juniores.

    Não sei explicar o que eu sinto toda vez que vou ao Centenário, me da um arrepio. É algo incrível, inexplicável, mais do que sentimento, faz parte da minha vida.

    Em jogos complicados da vontade de entrar em campo, é muita emoção pra um coração só, principalmente em jogos como os do clássico Ca-Ju.. Uma partida que é inesquecível foi o 4x3 contra o Paysandu. Sempre vou lembrar quando meu pai falou pra ir embora quando o resultado estava 3x0 para o adversário e eu falei que iríamos virar, e não deu outra, o Caxias virou o jogo, mas como se diz: ‘’pro Caxias tudo é sofrido, tudo é mais difícil.’’ É exatamente por isso todos os grenás amam tanto esse clube.

    Já vivi algumas emoções torcendo por este time, como aquela final do Gauchão de 2012, em que o Caxias tinha um grande time, fez uma final incrível nos dois jogos, e por pouco não levou o título para casa. Sinceramente era merecido, pelo segundo jogo que fez fora de casa.

    Também já fiz algumas loucuras por este clube, a principal delas é quando eu estava jogando em outra cidade, e acabava vindo depois dos treinos até em dias de frio, chuvosos pra assistir os jogos do Caxias em pleno inverno gaúcho, comprava as passagens dias antes dos jogos pra poder vir assistir.

    Tenho o maior orgulho de onde eu passo dizer que sou S.E.R. Caxias de coração e alma, o maior orgulho das cores do nosso clube e principalmente do Estádio Centenário, que é maravilhoso desde sua história.

    Torço muito para que o Caxias tenha muitas alegrias, vitórias e títulos daqui pra frente. A nação grená merece isso, é uma torcida apaixonada, que vai estar sempre torcendo por quem estiver jogando. Tenho certeza que há coisas boas guardadas para o futuro do nosso clube.

    Eu quero só agradecer a oportunidade que tive de estar dentro desse clube em 2013. Mesmo não conseguindo realizar o maior sonho que eu tinha que era jogar profissionalmente pelo Caxias no Centenário, com a torcida ali no lado, melhor se fosse ainda num clássico Ca-Ju. Quem sabe um dia ainda.

    Então de coração, obrigado Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul por ser o clube, o time da minha história e que me ter orgulho de torcer. Quero passar este mesmo sentimento pros meus filhos, pros meus netos, e que nosso futuro seja só de alegrias, sou grená até morrer!

    Gabriel Henrique Fin Martins

  • Nem sempre é fácil transformar nosso sentimento em palavras, pois o próprio nome já diz, a gente sente. Frequento o Centenário Caxias desde muito pequeno, quando meu avô saia de Vacaria, me buscava em casa para me levar aos jogos. Com o passar dos anos esse sentimento e vontade de torcer foram aumentando e hoje já posso garantir que o que sinto é um amor incondicional por esse time.

    Não tinha como não citar meu avô, Ivane Costa, pois graças a ele sou esse torcedor fanático e doente pelo Caxias, por isso sempre quando posso telefono dos jogos que estou para agradecer ele.

    E preciso agradecer muito meus fiéis companheiros de jogos Luciano Poli, Daniel Boff , André Pavan e agora também Júlio Boff. Já choramos e já comemoramos muito por esse time. Fora as amizades construídas ao longo desses anos frequentando o Centenário.

    Já me pediram se eu era louco, se eu gostava de sofrer, se valia a pena... Já escutei que sou egoísta e só penso no meu time e esqueço as outras coisas. Minha resposta sempre foi que não sou louco, sou torcedor de verdade e não é egoísmo, é simples: não posso tem jogo do Caxias.

    Hoje em dia sou conselheiro do Caxias, o que me deixou muito orgulhoso, pois levei anos para me tornar um. Porque eu quis me tornar um conselheiro? Porque sim! Pois sei que a minha parte pelo o meu clube de coração eu estou fazendo.

    ?

    Não importa qual a divisão que ele vai disputar. Quem é torcedor de verdade vai até o fim. Já chorei muito pelo meu time. Aliás, ele é uma das poucas coisas que me arranca lágrimas. Já sorri muito também. Emocionei-me e me decepcionei, mas no final o que sempre fala mais alto é o sangue grená, azul e branco que corre nas minhas veias. O Caxias é o time da minha história! Até hoje eu escuto o cd do Campeão Gaúcho de 2000 e ainda me emociono.

    A gente segue uma luta insana para sair da série C do campeonato brasileiro, e eu sei que vamos conseguir, pois a torcida e a entidade merecem isso. Não importa quem esteja no comando do clube, o que  importa é o apoio que eles recebem. O que importa é jogo a jogo o torcedor está presente, apoiando até o fim.

    Faça chuva, faça sol, se eu vou voltar para casa suado ou molhado, pouco importa. Sou Grená do povo e isso é o que vale. Não existe uma coisa ou o Caxias, existe o Caxias e mais uma coisa ou se for preciso apenas o Caxias, não é dar prioridade é conciliar tudo o que eu gosto, para ser feliz.

    Se um dia alguém encontrar um motivo para eu deixar de ser assim e de torcer pelo meu time, por favor me fala, pois não descobri nenhuma ainda.

    Hoje eu tenho 32 anos, muito coisa mudou na minha vida e vai continuar mudando, mas uma coisa nunca vai mudar e dá para traduzir isso em uma frase: Caxias eu te amo!

    Texto: Lucas Rocha

  • Sabe aquela música que quando você vai ao jogo não sai da cabeça: SEMPRE VOU LEMBRAR DAQUELE DIA, QUE APRENDI COM MEU PAI AMAR A S.E.R CAXIAS... Pois é, foi realmente isso que aconteceu.

    Comecei a torcer pelo Grená, muito antes de nascer. Meu pai torcedor fanático, sempre fez questão de me incentivar a torcer pelo Caxias. Desde que eu tinha três anos de idade frequento o estádio Centenário, sempre acompanhada do meu pai, tios e irmã.

    Confesso que um dos maiores medos do meu pai sem dúvida era eu não me tornasse torcedora da S.E.R Caxias (principalmente pelo fato de, naquela época, o nosso co-irmão estava na sua era Parmalat), e para isso não acontecer toda vez que começavam a noticiar no rádio algo do nosso rival ele fazia questão de desligar para que eu não tivesse conhecimento da existência desse time. E ele conseguiu. Sou torcedora apaixonada pelo Caxias e não me arrependo desse amor. Pelo contrário. Só tenho que agradecer a ele por me apresentar esse time que tanto amo.

    Ir ao Centenário é um dos meus programas favoritos, não perco um jogo do Grená em casa e fora tento ir a todos que é possível. O Centenário já me trouxe inúmeros sentimentos, já perdi a conta de quantas lágrimas foram derramadas lá dentro, sejam elas de alegrias ou tristezas. Quantas amizades foram feitas no estádio, quantos abraços de pessoas que eu nem conhecia já ganhei na comemoração de gol.

    Quantas histórias vividas pelo Caxias já tenho para contar. Quantos jogos já assisti no interior gaúcho, em estádio horríveis. Sair da praia em um calor de 40°C para ir a Canoas em uma estreia de Gauchão. Ou até mesmo sair daqui em uma sexta-feira de manhã cedo, pegar um voo em Porto alegre até Mato Grosso com esses mesmos 40°C  e depois de lá alugar um carro até Lucas do Rio Verde para ver o grená, e ainda por cima sair daqui sabendo que estávamos em desvantagem no placar. Pois é, isso é amor.

    Lembro também de uma final de Gauchão de 2012 no qual o Caxias enfrentou o Inter, com o primeiro jogo aqui e empatou por 1x1, deixando toda a decisão para o segundo jogo no Beira-Rio. Porém esse jogo aconteceu nos dia mães, e eu e minha irmã convencemos minha mãe a ir no jogo (minha  mãe também é torcedora do Caxias mas não frequenta os jogos porque fica muito nervosa). Chegar lá e ser roubado novamente pela federação. Esse jogo acabou 2x1 para o Inter, tornando eles campeões mais uma vez.

    Mas não são só histórias ruins que tenho para contar. Neste mesmo ano de 2012, na final da taça Piratini onde disputamos a final contra o Novo Hamburgo lá e saímos campeões nos pênaltis. Viemos comemorar a conquista aqui no Centenário, um dia inesquecível também. Tantas histórias para contar. Como ficar uma semana esperando para ver onde iria ser o jogo Caxias x Inter esse ano e ser liberado os ingressos apenas no dia do jogo, então acordar cedo e ficar na fila para conseguir uma entrada. Mas não para ver o novo Beira-rio, e sim para ver o meu Grená jogar.

    Torcer é uma paixão que não se explica, acontece. Porém a paixão não é eterna, ela se transforma em amor eterno. Quem conhece um torcedor apaixonado por futebol de verdade sabe que isto da uma sensação de plenitude. Porque ser torcedor é perder as contas de quantas lágrimas já foram derramadas seja de alegria ou de tristeza pelo time, porque só quem vai ao estádio sabe o verdadeiro sentimento de ver seu time entrar em campo e se arrepiar, mesmo sabendo que o jogo vai ser difícil.

    Torcedores se esquecem de todos os problemas na hora que estão torcendo. Torcer é viver momento de tensão até entrar no estádio, é ficar com o estômago embrulhado até começar o jogo. É ouvir aquele estádio inteiro cantando todos juntos, Grená êô...e se arrepiar.

    Ser torcedor do Caxias é saber conhecer o gostinho de ganhar um CAju, seja ele para rebaixar o maior rival as 51minutos do segundo tempo ou ganhar um simples CAju da Festa da Uva.

    Por fim, podemos ver que ser torcedor é sorrir chorar, sonhar, acreditar. É sentir a emoção de ver um estádio inteiro se unir por um único objetivo, empurrar o teu mais verdadeiro amor. E não apenas dizer que você torce por algum time, e viver o dia-a-dia desse clube intensamente.

    É por todos esses motivos que eu sou torcedora Grená, por todos os choros de cada classificação difícil (até porque se fosse fácil não seria o CAXIAS). A cada choro de decepção por um jogo importante perdido, a cada dia de jogo um nervosismo até o apito final da partida, a cada dia de jogo com chuva (e olha que já foram muitos), enfim por tudo que já vive pelo clube, só tenho a agradecer meu pai por me incentivar a torcer e amar esse time.

    Obrigada Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul por ser o time da minha história e me proporcionar esses momentos inexplicáveis que já vive por ti e muitos que ainda vou viver. Com certeza nunca irei esquecer-me desses momentos, eles foram únicos e vividos intensamente. Tenho certeza que irei passar esse amor adianta, e incentivar o maior número de pessoas a torcer e amar as cores Grenás.

    Texto: Giovana Mezzomo

  • Quando criei o Caxias em Campo, a minha intenção era manter uma página dedicada a preservar estatísticas do Caxias, números, guardar a história do clube a partir daquele momento.

    Entretanto, se pensarmos bem, as coisas mais importantes do Caxias não podem ser expressas em números. Ninguém pode afirmar quantas alegrias o Caxias já nos deu. Quantas frustrações. Quanta chuva já pegamos pra ver a S.E.R.. Quantas vezes dissemos “agora vai!”. Quantas crianças serão levadas ao estádio pelos pais desde pequenas e, anos depois, também levarão suas crianças. Quantos times temerão o Centenário e farão cera do início ao fim do jogo. Quantos gols o Bepe fará no intervalo.

    Quantos pisões no pé levaremos do cara do picolé. Quantas mães catarinenses, pelo fato de terem filhos árbitros, serão ofendidas. Quantas vezes mandaremos o Lê se aposentar. Quantos laterais adversários jogarão muito contra a gente e, após contratados, não jogarão nada pelo Caxias. Quantos goleiros adversários farão o jogo da vida deles contra a gente.

    Quantos bandeirinhas farão o jogo da morte deles. Quantas vezes a trave vai nos sacanear. Quantas vezes um escanteio nos dará tanta esperança quanto um pênalti. Quantos “uh”. Quantos “ah”. Quantos “goool!!”. Quantas vezes a pronúncia do nome “Palacios” causará calafrios nos papos. Quantas vezes seremos reconhecidos pelo país como uma fábrica de grandes treinadores.

    Quantas vezes a Forza cantará atrás do gol. Quantas vezes a Falange tremulará as bandeiras na reta. Quantos dias foram estragados após as eliminações de 2009 e 2013. Quantas vezes pronunciamos a escalação da final do Gauchão de 2000. Quantas vezes foi dito “não acredito...” quando o Paysandu nos vencia por 3x0 em 2001. Com certeza foram menos que o número de vezes que foi dito “não acredito!!!” quando o Caxias virou para 4x3.

    E o Figueirense, foi amaldiçoado quantas vezes após nos roubar o acesso? Quanta festa fizemos com o título da Piratini em 2012, e quantas vezes dissemos “volta Lacerda”, “volta Vanderlei”, “volta Fabinho” nos campeonatos seguintes. Quantas vezes contamos que fomos o primeiro time do interior a participar da Série A do Brasileiro. Os primeiros a participar da Copa do Brasil. O último campeão gaúcho.

    Quantas vezes explicaremos, com orgulho, o significado da cor grená, do nosso símbolo, do nosso mascote. Quantas vezes explicaremos, com um misto de orgulho e indignação, como é torcer pelo time da nossa cidade a um torcedor da dupla grenal. Quanta raça exigiremos. Quanto grito daremos! Quanta paixão nós temos!

    Não, as melhores coisas do Caxias não podem ser mensuradas...

    Diego Allievi Morando

  • É difícil compreender a paixão de inúmeros torcedores dos times do interior do nosso Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, eu estou incluído nesse meio. Nem sempre é do jeito que queremos, ou muitas vezes bem diferente da elite do futebol nacional e mundial , mas é isso que nos move, SER diferente do resto. Mas vamos ao que interessa minha gente como dizia o radialista Adelar dos Santos Neves. A série C começou e mais uma vez vamos com a esperança de ver esse time subir para um degrau superior no cenário nacional.

    Muitas vezes pensamos onde achar motivação para mais um ano no mesmo campeonato, na minha cabeça só de ver as cores do nosso clube em campo me motiva a entrar no centenário e despejar toda minha gana de torcedor nas arquibancadas. Se vai ser complicado, com certeza a resposta todos já sabem,  é sim, mas com o apoio da massa grená as coisas podem acontecer, desde o empate no Caju até o jogo do acesso a empolgação não pode ser mediana, tem que ser máxima.
    Como integrante da torcida Forza Granata deixo meu recado aos atletas e torcedores que atitude não vai faltar por nossa parte, vamos empurrar o esquadrão para a vitória contagiando todo centenário, fazendo dele realmente a casa do Caxias, o lugar que quando o adversário saia do vestiário se sinta no território inimigo, sabendo que daquele lugar provavelmente sairá sem vida ou nocauteado.
    Tenho certeza que os jogadores vão atender o nosso pedido, vão se doar o máximo em campo e quando olhar para as arquibancadas vão ver a alegria e a raça de torcedores que não querem mais saber de ficar nesse abismo chamado série C.  A palavra de ordem é série B, então VAMOS PARA A GUERRA!

     
    Rodrigo Pilatti de Almeida

  • Sempre vou lembrar daquele dia...

    Os maiores e mais preciosos conhecimentos e valores, são aqueles que adquirimos com nossos pais. São nossos primeiros mestres. Educam-nos, ensinam o que é certo e errado e também dividem conosco histórias e sentimentos. Um desses sentimentos é o Amor pelo Caxias. Amor que veio de berço, onde meus pais, Nelson Pezzi e Nair Pezzi, me proporcionaram a oportunidade de frequentar o estádio Centenário desde muito cedo e a compartilhar esse momento de lazer junto a eles e meu irmão, Ismael Pezzi, e hoje com meu namorado, Alan Fattori.

    Um sentimento assim, não tem medida. Alias, é impossível ter palavras suficientes pra descrever o amor pelo clube. Nada se compara a energia que vem das arquibancadas, cada grito, cada incentivo. São lágrimas, sorrisos, incertezas, medos... Mas a torcida nunca abandona! E isso é algo simplesmente maravilhoso! A torcida Grená é fiel, está sempre presente e não mede esforços para demostrar o amor pelo clube!  Vestimos a camisa com muita honra, independente de resultados...

    E como esse sentimento é passado de geração a geração, passo todo esse amor ao meu afilhado, Pietro, de apenas um ano e cinco meses, que já frequenta o Centenário e só ganha presentes da Loja Ninho do Falcão! Temos que ensinar as crianças de hoje o quanto é gratificante torcer para um clube da nossa cidade e poder vivenciar momentos únicos, nas arquibancadas do estádio Centenário!

    Assim, o Caxias deixa de ser apenas um clube de futebol, passa a ser parte de cada um, de cada história! São muitos os momentos ao lado do Grená, e com eles, as lembranças que ficaram eternizadas. Sou grata aos meus pais por terem me ensinado a amar o Caxias! E mais grata ainda ao Caxias por ter me proporcionado tantos momentos maravilhosos. Cada jogo, cada viajem, todos os sorrisos e lágrimas, tanto de felicidade quanto de tristeza. Tenho orgulho de ser Grená e de poder representar esse clube que tanto amo!

  •                 A paixão pelo time grená realmente é passada de geração em geração. Meu avô, Cipriano Torresini, lateral direito, camisa n° 2, titular do 1° esquadrão grená em 1935 e fundador do Grêmio Esportivo Flamengo. Foi ele um dos “culpados” por esse fanatismo pelo time do Caxias. No início dos anos 80, lembro que fui a alguns jogos com meu próprio avô, juntamente com meu pai Rodnei Torresini, lá no Centenário assistir os jogos do nosso Caxias.

                   

                    De lá para cá, muitas frustrações, emoções, parcerias, choros, alegria, amizades criadas, viagens, passeios, e, hoje com minha esposa, fazendo com que aumentasse esse fanatismo pelo grená. Esse mesmo fanatismo que consegui levar por vários países, nas mais diferentes culturas e religiões. Literalmente do outro lado do mundo.

                   

                    Em 2011 mudei completamente minha rotina e minha vida. A carreira profissional voou ares, ou melhor, mares pelo mundo a fora. Embarquei de “marinheiro” pela Costa Cruzeiros, empresa italiana de navios de cruzeiros. Dormir em um país e acordar em outro já fazia parte da rotina, mesmo eu nem acreditando naquilo que estava acontecendo. Nunca imaginei conhecer tantos lugares do mundo. Locais onde via somente em livros escolares ou até mesmo pela televisão. Estava lá, ao lado, batendo foto, admirando e, sempre com a bandeira e camiseta grená. Estou tendo essa oportunidade, abracei com unhas e dentes e fui conhecer esse mundo, aliado ao meu trabalho.

     

                    Em todos os lugares onde costumo ir, levo junto o manto sagrado do Caxias e a camiseta grená. Seja no Centenário, Bento Freitas, Eco-Estádio (PR), Couto Pereira (PR), Beira-Rio, Olímpico ou até mesmo na praia, férias ou passeios em família.

     

                    Pelos mares a fora, confesso que a grande maioria conhecia o Caxias, vários brasileiros sabiam que era um time de Caxias do Sul e disputava as divisões de baixo do brasileirão. Certa vez eu em Veneza na Itália, estava com a camiseta do Caxias, um senhor parou na minha frente e fez a seguinte pergunta, em inglês:

    - Turista: “I know that shirt.”

    - Ednei: “Really?” Incrédulo, pensando, de onde esse rapaz conhece o time do Caxias!!!! Com um sotaque bem diferenciado, inglês rebuscado.

    - Turista: “Yes! Big Phill. Coach of my club, Chelsea.”

    - Ednei: “Yes the Scolari.” E a conversa encerrou. Infelizmente não consegui nenhum registro com esse rapaz, foi um dia que sai com pressa e, apenas dei uma volta pela Piazza San Marco.

    Bem ao menos as cores do Caxias perambularam por vários lugares. Abaixo na famosa Piazza San Marco, Basílica San Pedro ao fundo na cidade de Veneza na Itália.

     

                   

    Essa foi uma de várias histórias que vão ser colocadas num livro que comecei a escrever das “Aventuras do Gaucho em Alto Mar” e, lógico, um capítulo especial a essas histórias que aconteceram com a camiseta do Caxias.

     

                    Estar na Espanha, mais precisamente em Barcelona, conhecer um dos estádios mais bonitos do Mundo, sentir o fanatismo do torcedor, não tem preço. E lá eu estava com a bandeira em punho e camiseta grená. Uma tarde espetacular. Paguei €22,00 (vinte e dois euros), cerca de R$65,00 (sessenta em cinco reais) para fazer um tour pelo estádio. Desde sala de troféus, imprensa, sala de coletivas, vestiários, corredores e lógico, o museu do clube, simplesmente fantástico.

     

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                    Pelas andanças, pelo mundo, o que chamou realmente atenção foi o Oriente Médio. Simplesmente ESPETACULAR. Desde culturas, tradições, gastronomia, esportes diferenciados, religião e, é claro, o futebol.

     

                    Pude acompanhar jogos do Campeonato Sul-Coreano. Aliás, consegui ver três jogos da 1° divisão. Um jogo que chamou a atenção foi em Seoul, na capital coreana, o jogo entre FC Seoul x Daejeon Citizen, que ocorreu no belíssimo estádio onde abrigou a disputal do 3° lugar da Copa do Mundo de 2002 entre Alemanha 1x0 Coréia do Sul, o Seoul World Cup Stadium. O jogo terminou 3x2 para o time da casa, mas o futebol é o que menos importa lá do outro lado do mundo. O pessoal chega cedo para aproveitar o que o clube disponibiliza: chute ao gol, vários brinquedos infláveis, bandas se apresentando, venda de camisetas, sessão de autógrafos, etc. É muita coisa, quem chega antes, como foi meu caso, aproveita o máximo o pré-jogo. No intervalo, é a mesma coisa, o Love Song é interessante, uma câmera filma um casal, esse aparece no telão, se eles se beijarem para todo estádio ver, ganham brindes. Cheerleaders dançando e animando a torcida. Um “mestre de cerimônias” atiça a torcida. Mas o futebol que era o objetivo, deixa muito a desejar.

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    Para os apaixonados pelo tênis, consegui ver o Shanghai Rolex Masters – ATP 1000 (Aberto de Shanghai). Nadal, Federer, Tsonga, Del Potro, Djokovic entre outros. Infelizmente, devido ao meu escasso tempo, pude acompanhar Fabio Fognini (ITA) x Tommy Robredo (ESP) e, o início do Del Potro (ARG) x Kohlschreiber (ALE). Bela estrutura, excelente quadra principal. Tudo muito bem organizado e, para ver mais de 20 jogos, divididos nas 4 quadras, ¥160,00 (cento e sessenta Yuan), cerca de R$60,00 (sessenta reais).

     

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    Estádios e mais estádios. Para o fanático em esportes, como eu, foi um passeio e tanto!

     

    Mas o que chamou também atenção foi o Jeju World Cup Stadium, localizado na Ilha de Jeju na Coréia do Sul. Eu posso dizer: “Eu vi um elefante branco.” Sim, meu amigos! O belo estádio localizado na região sul da ilha em Seogwipo vrou um elefante branco. Localizado na Ilha com diversos atrativos, o time local não se ajuda. O Jeju United é muito fraco e sempre localizado nas últimas posições do Coreano.

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    Nem vou comentar mais nada, a imagem abaixo diz tudo.

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    Ele está todo assim, consegui entrar numa boa, todo aberto, com entulhos em todos os lugares e, por incrível que pareça, os vestiários e locais de aquecimento dos atletas viraram treinamento de golf. Não é somente no Brasil que temos estádios fantasmas.

     

    As Petronas Towers em Kuala Lumpur na Malásia é outra coisa fora do comum. Nesse dia, tinha um, brasileiro com a camiseta do Coritiba e só comentou assim: “Não lembro o ano, mas já eliminamos vocês no Couto Pereira pela Copa do Brasil.” E eu respondi: “não fizeram mais nada que a obrigação.”

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    Bem, ao menos o Caxias esteve no topo do mundo!

    Estive em Dubai nos Emirados Árabes Unidos no Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo com 829m de altura. Subi até o 124° andar e puder ver essa maravilha. E o Caxias estava lá, como sempre.

     

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    E também esteve presente na Maratona de Dubai, eu e meu amigo e irmão Maichel Mensch.

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    Foram vários países: Vietnã, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Croácia, Turquia, Tailândia, França, China, Omã, Grécia, Malta entre outros, mas resumo em 3 momentos onde o manto sagrado esteve.

    1 – Pirâmides do Egito:

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    2 – Yokohoma Stadium (onde ocorreu a Final da Copa do Mundo de 2002 entre Brasil x Alemanha e as últimas finais do Mundial Interclubes). Conhecido como Nissan Stadium.

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    3 – Stadium em Olympia na Grécia (início das Olímpiadas da Era Moderna). Lugar histórico.

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    Foram mais de 30 Estádios, muitas aventuras e o Caxias em TODOS OS LUGARES DO MUNDO!!!

  • Qui
    24/04
    Vai Começar!

    No próximo dia 26 de Abril de 2014 a SER Caxias inicia sua 15ª participação em campeonatos brasileiros da série C. É o clube que mais participou desta competição, juntamente com a equipe do Confiança de Sergipe, que hoje não participa mais do certame. De forma ininterrupta são 9 anos disputando a terceira divisão nacional. Os dados acima são cruciais para entender o sentimento do torcedor grená para com a série C. Não aguentamos mais esta competição da qual não pertencemos, por história, tradição e estrutura. Quando analisados todos os números, não há dúvidas, o que se agradece ao futebol é a possibilidade de ano após ano reerguer-se em esperança e encarar uma competição que conhecemos, mais do que gostaríamos, como uma nova oportunidade de redenção, de glória. O torcedor grená é um guerreiro por natureza e este clube é um clube vencedor. Sempre fomos pioneiros por estas terras, enquanto todos encaravam o Rio Grande como sua fronteira continental, o Caxias buscava as competições nacionais. Foi assim com o Brasileiro da Primeira Divisão e a Copa do Brasil. No próximo sábado, diante de nosso histórico adversário teremos uma nova oportunidade de protagonismo. Sabemos que podemos mais. Sabemos que neste campeonato não cabe a grandeza deste clube e de sua torcida. Que venha a série C, o melhor campeonato de nossa história, pois nos levará, enfim, a nossa meta. Série B, estamos chegando!

     

    Gustavo Zanatta

    24/04/2014

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  • Este é o sentimento que move, que faz persistir, não se entregar, de cair e levantar, de acreditar e acreditar...

    A torcida do Caxias, costumo dizer, é uma grande família; todo mundo se conhece.
    No Centenário, amizades nascem, crescem e se fortalecem; é prá vida toda.
    A identificação com um Grená é de cara:
    -"Se torce pro Caxias,é dos meus".
    E aí já virou amigo,irmão,sangue bom; sangue Grená,branco e azul.
    Somos a resistência orgulhosamente explicita.
    Nada é maior e melhor que o Caxias.
    Em nossas memórias,Francisco Stedile; um estádio erguido em 6 meses, o Ca-ju do porco, Bebeto canhão da serra, 2000 CAMPEÃO, o acesso surrupiado, Gil eterno Baiano, a foto do Centenário lotado, Palácios 51'; o rival no fundo do poço, a Taça Piratini.
    Sim,motivos prá comemorar!
    Esbravejamos, vaiamos, apoiamos, choramos, amamos e odiamos.
    Sentimentos antagônicos perfeitamente cabíveis no coração da gente.
    Rasgamos a carteirinha, largamos de mão, chutamos o concreto, esmurramos o alambrado, o mesmo em que subimos prá comemorar o gol e celebrar a vitória.


    Caxias, Caxias!
    Grenáeô!
    Nosso maior anseio?
    O acesso.
    É pedir demais?
    Série B, nós queremos!
    Agora vai!
    Vamos subir!! 
    Só que não.
    Orgulhosamente seguimos sonhando.
    Como pode uma torcida ser tão sofrida?
    Pro Caxias tudo é difícil.
    Quando  tem jogo do Caxias,chove.
    Só pode ter sapo enterrado!
    S.E.R CAXIAS, "tu é foda" mas eu te amo!
    Hoje não posso, tem jogo do Caxias.
    As geladas no posto e no Tatú.
    A velha guarda e a nova.
    As mulheres Grenás.
    As Rosas!
    Grená Rock!!
    O Bepe e o Falcão.
    A TOSCA, a Gang, a Raça, a Falange, o Túnel e a Forza.
    O time da minha história.
    O ladrão das nossas vidas.
    Um sentimento que faz amar.
    O clube do meu coração!

    Alberto Luis Cemin.
    03/04/14

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